Começou nesta segunda-feira (1º), no Rio de Janeiro, a Web Summit, a maior feira de tecnologia e inovação do mundo.

Apresentação de aplicativo e QR Code logo na entrada, para não fugir do tema. O mundo aterrissou no Rio para acompanhar o que acontece de novidade na tecnologia. Uma ucraniana de uma pequena empresa de start up se interessa pelo desenvolvimento de drones, tão necessários para o seu país, neste momento de guerra contra a Rússia.

Pequenos e grandes desenvolvedores de tecnologia estão reunidos no Rio Centro, na Zona Oeste da cidade. Todos os 17 mil ingressos da Web Summit foram vendidos. Essa multidão veio em busca de conhecimento, mas, principalmente, de trocas e de parcerias.

“Aqui, a gente consegue, não só conectar com investidores, mas com outras pessoas da nossa área e pessoas de impacto, especificamente”, disse uma das participantes.

É a primeira vez que a Web Summit, a maior feira de tecnologia e inovação do mundo, acontece fora da Europa. Muda o endereço, mas mantém o interesse universal em temas atuais discutidos e apresentados aqui: meio ambiente, educação, inteligência artificial, ciência de dados. É o presente e o futuro de olho na tecnologia e tudo o que ela promove.

A fila era para garantir vaga na abertura do evento. Vão ser 300 palestrantes em quatro dias. No palco principal, plateia lotada para um dos debates sociais mais importantes do momento: a jornalista Maju Coutinho e Ayo Tometi, uma das fundadoras do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

“Eu acredito que um movimento que está celebrando 10 anos este ano, é para ser celebrado, debatido, servir como exemplo, e a gente também fazer uma troca entre o movimento que vem de fora com os movimentos importantes, movimentos negros importantes que existem no Brasil”, declarou a 

apresentadora Maju Coutinho.

Ayo Tometi disse que nenhum de nós está livre de sofrer racismo, por isso, é tão importante falar sobre isso em um evento como esse. É impressionante como o Vidas Negras Importam se espalha pelo mundo, e em todos os países a tecnologia é uma “aliada para que a nossa luta consiga seguir em frente”.

E a noite se encerrou com Luciano Huck e Txai Suruí – como conectar a Amazônia.

“O Brasil cresceu dando as costas para a Amazônia. Então a gente colocar a Amazônia como protagonista e entender que é um ativo fundamental para o equilíbrio do planeta, e poder discutir isso abertamente em um evento – que eu acho que é um dos eventos mais importantes do mundo sobre inovação, sobre tecnologia – acho fundamental”, disse o apresentador.

“No meu povo a gente faz um trabalho de biomonitoramento do nosso território, onde a gente usa drones, GPS, celulares, mostrando como é possível a Amazônia de pé, viva e trazendo conhecimento dos povos originários… A nossa luta, e mostrando que isso é uma luta de todos”, declarou Txai Suruí, que é porta-voz internacional dos povos indígenas brasileiros.

E o Cristo Redentor ganhou as cores rosa, laranja e amarela, para dar as boas-vindas do Rio à Web Summit.

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