A Meta realizou, o Meta Connect, seu principal evento do ano e o primeiro a ser realizado depois que a empresa mudou de nome, em outubro do ano passado. Com apresentação de Mark Zuckerberg, foram apresentadas várias atualizações sobre o desenvolvimento do metaverso da Meta, bem como novidades relacionadas a tecnologias de VR.

O evento deste ano contou com uma participação especial: Satya Nadella, CEO da Microsoft. O executivo anunciou uma parceria inédita envolvendo os serviços das duas empresas. As reuniões via Teams, por exemplo, da Microsoft, serão integradas aos Workrooms da Meta, o que deve mudar significativamente a escala de usuários de ambas as plataformas.

No encerramento do evento, Zuckerberg aproveitou para alfinetar outras empresas como a Apple, de sistema fechado. “A razão pela qual estamos no desenvolvimento do metaverso é por que queremos deixar a tecnologia mais próxima das pessoas. É o DNA da nossa companhia. Os sistemas abertos criam valor e crescimento para muitas empresas”, destacou Zuckerberg.

Simone Kliass, VP da XRBR, associação brasileira voltada a tecnologias imersivas, explica que, depois da revolução que o Connect do ano passado provocou no mercado, onde a Meta anunciou seus planos ambiciosos em relação ao metaverso, além da mudança de nome, “a expectativa em relação  à edição deste ano era grande, especialmente em torno do novo headset e ações voltadas ao metaverso.

Um ano depois, Zuckerberg retomou temas caros a empresa como a importância da sensação de presença que a realidade virtual proporciona, o contato olho no olho e nas interações síncronas e das comunidades”, explica.

Ainda segundo Simone, o keynote revelou como melhorar essas relações e conexões através de avatares com mais opções de formatos de corpos, mais inclusivos, e com melhor definição de linguagem corporal e gestos faciais. “E mostraram também avatares com pernas. Outra evolução foi de avatares foto realistas e a facilidade com que eles podem ser feitos com um escaneamento simples com o celular, como é o caso do Instant Avatar.

Interoperabilidade dos avatares e open metaverse também entraram na pauta, além de parcerias com empresas como a Qualcomm, Accenture e a própria Microsoft”, conclui.

Um dos destaques de produto foi o lançamento do Meta Quest Pro, novo headset de realidade mista. Com a pré-venda anunciada, o Meta Quest Pro estará disponível em 25 de outubro por € 1.799,99 / £$ 1.499,99 / US$ 1.499,99 USD.

Isso inclui o dispositivo, controles Meta Quest Touch Pro, pontas Stylus, bloqueadores parciais de luz e uma base de carregamento.

Interface neuronal
A Meta também demonstrou uma interface neuronal, em outras palavras, a possibilidade de interagir com a tecnologia sem ser necessário usar um device como smartphone ou PC, no lugar, o próprio cerébro sendo utilizado como plataforma.  “Essa tecnologia tem potencial para redefinir muitas das formas como se interage”, disse Zuckerberg.

Avatares com pernas
Finalmente os avatares do Horizon Worlds ganharão pernas. Até então, os avatares apresentados pela Horizons só tinham troncos e braços. Na próxima geração eles terão corpo inteiro. De acordo com Zuckerberg, existe um desafio no desenvolvimento das pernas, mas será uma forma de tornar o gráfico mais aceitável.

Integração com o Instagram
Como forma de integrar cada vez mais suas plataformas, a Meta anunciou também uma conexão entre o Horizon Worlds e o Reels, do Instagram. O objetivo da empresa é ampliar o alcance e reforçar o potencial da tecnologia entre seus usuários. O grande desafio ainda é regional, o Horizon Worlds, por enquanto, está disponível apenas para EUA, Canadá, França e Espanha.

Investimento em conteúdo
Um dos primeiros anúncios do evento foi uma parceria de conteúdo com a Universal em realidade virtual, que inclui a adaptação de franquias importantes da empresa de mídia nos formatos de VR. Entre eles, The Office. Além disso, o Peacock, serviço de streaming da NBC, estará disponível nos equipamentos Quest.

O futuro do VR
Na visão da Meta as experiências relacionadas à VR estão mudando com uma velocidade cada vez maior. De acordo com a empresa, devem surgir, rapidamente, aplicações cada vez mais coletivas e com experiências mais fluídas.

Expectativa em alta
Desde que anunciou o foco estratégico no metaverso, há um ano, a Meta lida com a expectativa do público em relação ao que será, de fato, essa tecnologia. A empresa já investiu, somente na Oculus, por exemplo, divisão de VR, mais de US$ 20 bilhões. Em julho, no entanto, a companhia apresentou um prejuízo de US$ 2.8 bilhões no primeiro trimestre atribuídos aos investimentos e experimentações na divisão responsável pela tecnologia: Facebook Reality Labs.

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