Com origem na China, o Kwai foi a plataforma pioneira na utilização de vídeos curtos, porém, com a popularização do formato, outras redes investiram e criaram novas verticais. Desde que iniciou a operação no Brasil, em 2019, o app teve um rápido crescimento e aceitação do público, chegando atualmente a mais de 45 milhões de usuários mensais. 

Apesar de serem concorrentes nos formatos e em parte do público, as empresas não admitem uma disputa direta, pelo contrário, de acordo com especialistas, o TikTok está mais evoluído em relação a dados e métricas e o Kwai vem investindo cada vez mais em formatos exclusivos e apoio aos criadores.

Segundo Antonio Abibe, diretor de conteúdo e parcerias do Kwai Brasil, “o que temos é uma plataforma que dá ferramentas para que as pessoas publiquem e tenham o potencial de alcançar o público interessado naquele nicho […] Estabelecemos uma relação próxima com os usuários e trabalhamos com vários criadores brasileiros, em todas as categorias, para garantir que a experiência seja local e positiva.”

O diretor declarou também que houve uma mudança na maneira de consumir conteúdo na internet, o que faz os usuários procurarem por temas mais divertidos e relaxantes. Além disso, os usuários da plataforma conseguem interagir mais com os criadores de conteúdo, opinar sobre os vídeos e participar das tendências por meio dos challenges e das hashtags.

A pesquisa “Por trás da trend: quem está fazendo o short vídeo acontecer no Brasil”, desenvolvida pela Youpix e Nice House, mostra, por exemplo, quando o recorte são os temas em alta nas plataformas, o Humor predomina como conteúdo sendo o segmento principal de 27,8% dos criadores, seguido por Lifestyle com 24,2%, Moda, 13,8% e Entretenimento, 8,9%. 

O formato predominante no conteúdo em vídeo é composto pelas dancinhas, escolhida por 29,5% dos usuários. Em segundo lugar estão tutoriais educativos e em terceiro, com 19,2%, os assuntos que estiverem em alta no momento.

Camilo Barros, chefe de parcerias da VidMob, plataforma de inteligência orientada a conteúdos em vídeo, ressalta o mesmo ponto que Antonio Abibe levanta: o Kwai e o TikTok não estão em uma corrida para ver quem se sobressai na popularização dos vídeos curtos. 

“O formato vem se consagrando e trazendo resultados significativos, onde somamos também o Reels da Meta e o Shorts do Youtube, o que oficializa a consagração da terceira era do marketing digital que coloca o usuário na posição de criador, inclusive para marcas.”

O Kwai registrou um aumento significativo entre os usuários da plataforma após o início das TeleKwais no Brasil, atualmente o aplicativo possui 45,7 milhões de usuários ativos mensalmente, que consumem 60 minutos de conteúdos diariamente. A companhia afirma também que o sucesso das TeleKwais consolidou no público entre 35 e 45 anos, que de acordo com o Kwai, é um público que já consome novelas.

A popularidade do TikTok aconteceu no início de 2020, após dois anos de funcionamento da plataforma no Brasil. No ano de 2021, o aplicativo chinês atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos ao redor do mundo, e, segundo dados levantados pelo DataReportal, a quantidade de usuários ativos brasileiros chegou a 74,1 milhões em janeiro de 2022.

Um levantamento feito pelo Kwai entre março de 2021 e abril de 2022, apontou que mais de 20 mil pessoas foram alcançadas com um investimento de R$ 250 milhões. 

O programa de parceiros de produção de conteúdo conta com 420 mil novos vídeos produzidos exclusivamente para a plataforma, totalizando mais de 15 bilhões de visualizações mensais. “Saímos do mercado de influência que olhava para o engajamento e alcance e migramos para uma economia puxada pela criatividade. 

[…] Isso fez com que qualquer um que produza um bom conteúdo ou que utilize melhor as trends possa concorrer competitivamente com quem já tem ali os seus milhões de seguidores.”

Bia Granja, fundadora do YouPix adiciona também o Instagram neste contexto. 

“Cada uma tem modelos de criação e consumo de conteúdos diferentes, com o TikTok explorando uma lógica de distribuição de conteúdo, onde o foco é alcance. E o Instagram ainda vem fortemente apoiado em comunidades, em conexões entre pessoas. Sempre deve haver espaço pra uma plataforma mudar, evoluir pra não morrer, mas elas não precisam ser todas iguais. E até agora, nenhuma acertou num formato de remuneração dos creators.”

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