Há pouco mais de um ano, em 28 de outubro de 2021, Mark Zuckerberg oficializava a mudança de nome do Facebook para Meta direcionando grande parte dos esforços da empresa no desenvolvimento de tecnologias e serviços para experiências imersivas.

Desde então, o termo se popularizou e a companhia avança em iniciativas relacionadas. No mês passado, a Meta lançou os óculos de realidade mista Meta Quest Pro e os aprimoramentos de vários outros devices, além de melhorias na plataforma Horizon Worlds. Estima-se que os investimentos destinados ao projeto em todo mundo passem de US$ 100 bilhões.

Mas desenvolver o metaverso, ainda sem muita certeza sobre o que, de fato, ele será, não se resume apenas a hardware ou equipamentos, passa, principalmente, pelo conteúdo e a capacidade de desenvolver narrativas criativas e diversas.

De olho neste desafio, a Meta no Brasil está lançando um projeto inédito na região. O Creative Minds Roundtable reuniu nove empreendedores brasileiros, entre fundadores de startups, líderes de impacto social, empresários do entretenimento, publicitários e especialistas em tecnologias imersivas para discutir coletivamente o metaverso no Brasil e no mundo.

“Nas primeiras vezes em que falou sobre metaverso, o Zuckerberg deixou claro que ele não seria construído por uma única empresa. Diante desta premissa, nosso objetivo é, especialmente no Brasil, reunir, de fato, quem entende de comunidades, do coletivo, e quem domina suas respectivas áreas para ter não uma, mas diversas abordagens e pontos de vista sobre que tipo de metaverso estamos construindo.

Essa primeira fase do projeto nos relevou talentos extraordinários brasileiros que têm uma visão muito lúcida e interessante sobre tecnologia e que contribuem de forma muito importante para discutir o metaverso”, diz Theo Rocha, diretor do Creative Shop da Meta na América Latina, área que lidera o Creative Minds.

Escuta e conteúdo

A primeira fase do projeto se deu a partir de uma roda de conversas que reuniu um grupo de grandes nomes que estão na intersecção das indústrias de tecnologia, criativa e do entretenimento, desenvolvedores e criadores de conteúdo em realidade aumentada (AR) e virtual (VR).

Dessa dinâmica, nasceu uma série de vídeos em que os participantes discutem, principalmente, o papel primordial dos creators para conectar pessoas e marcas durante a jornada de construção do metaverso, além da importância da ótica da diversidade e inclusão desde o princípio.

Todo o conteúdo já está disponível na área de conteúdo da Meta no Brasil. “O projeto não se resume às nove pessoas escolhidas inicialmente já que, contamos com a expansão da rede dessas pessoas para ampliar ainda mais as discussões e colaborações”, reforça Theo Rocha.

“Como se manter relevante em um universo onde todos poderão se expressar de forma mais criativa, onde todos poderão se tornar criadores com alto potencial para influenciar outras pessoas? Essa mudança de dinâmica na indústria acontecerá de forma acelerada, e acreditamos que a forma mais efetiva de ajudarmos as marcas a pensar em seu papel nesse novo cenário seja de maneira colaborativa, levando em conta pontos de vista diversos”, reforça o líder do Creative Shop, explicando que, após essa primeira etapa, o Creative Minds permanecerá ativo como um hub de inovação e fomento a conversas sobre o futuro da indústria criativa brasileira no metaverso.

Na primeira rodada de discussões participam Eco Moliterno (Accenture Song), Gean Santos (Favela & Futuro), Konrad Dantas (Kondzilla), Luciana Haguiara (Media Monks), Nina Silva (Black Money), Nohoa Arcanjo (Creator.LLC), Ricardo Dias (Adventures), Ricardo Laganaro (Árvore) e Roberto Martini (FLAGXC).

O projeto foi moderado pela consultora e jornalista Cristina Naumovs e contou com a consultoria de Ricardo Silvestre, criador da Black Influence, Simone Kliass, co-fundadora e VP da XRBR e Camila Yahn, jornalista e especialista em moda e inovação.

“Estamos no início de um processo em que a cocriação se dará em uma outra esfera, muito mais complexa e que demandará um esforço que, até aqui, o marketing não estava acostumado. Muitas das pessoas que nós ouvimos e participaram dessa primeira rodada expressam o que é ser comunidade em sua vivência. E o mais importante, as novas gerações de artistas e empreendedores não esperam por investimento ou iniciativas de grandes empresas, eles vão lá e fazem”, pontua Cris Naumovs que vem acompanhando outros projetos ligados à Web3 para marcas como Havaianas.

Metaverso em construção

Nohoa Arcanjo, Fundadora e Chief Growth Officer na Creators.LLC, destaca que a construção da nova era da internet reflete diretamente em pensar a qualificação das pessoas que vão atuar nesse novo ecossistema. “É preciso formar novos desenvolvedores, novos programadores, engenheiros de software.

E já que a gente tem que formar novas pessoas, porque não formar o público minorizado até hoje, que não teve esse acesso. Um público diverso para trabalhar nessas novas tecnologias e trazer outras visões de cultura”. Para Nina Silva, CEO do movimento Black Money e D’Black Bank, é importante que na Web3 “a gente não traga as mesmas estruturas que limitam o nosso poder de atuação para novas realidades”.
“Há 200 anos, 100% da nossa atenção estava voltada para o mundo físico. Quando veio a TV a gente já começou a olhar um pouco mais para uma janelinha ali que mostrava outras coisas, virtuais, digitais, que não era o que você via no mundo físico. E no metaverso, quando a gente tiver os óculos, a gente vai substituir ou adicionar camadasao mundo físico, o que só vai fazer as coisas mais naturais e mais integradas ao nosso cotidiano”, diz Ricardo Laganaro, Partner & Chief Storytelling Officer na ÁRVORE. “Toda essa arquitetura, toda a organização dessa tecnologia de blockchain foi feita para a gente se organizar no mundo real. Foi feito para ter impacto no mundo real”, conclui Gean Guilherme Santos, artista digital e criador do 2050.cco.

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