Um dos grandes – se não o maior – problema que o paulistano enfrenta no dia a dia é o trânsito. O levantamento mais recente, realizado pelo IBGE em 2022, revelou que a cidade de São Paulo tem uma frota de cerca de 9 milhões de veículos. Essa quantidade só aumenta, e a infraestrutura não é suficiente. O problema só se agrava. É nesse cenário que nasce a Revo, plataforma de mobilidade urbana por meio de helicópteros que acaba de pousar em São Paulo.

As operações começam nesta quinta-feira (3). A empresa pertence ao grupo português OHI, controlador da Omni Táxi Aéreolíder em transporte aéreo offshore na América Latina. A ideia é atender os bilionários e milionários que buscam por previsibilidade e conforto em suas rotinas, desde chegar ao aeroporto de Guarulhos em tempo, seja para aumentar o tempo na casa de campo com a família.

“O maior problema do trânsito de São Paulo é a falta de previsibilidade. Você nunca sabe se vai demorar uma ou três horas para chegar ao seu destino e tempo é dinheiro”, afirma João Welsh, CEO da Revo. “Nossa intenção não é fazer a pessoa andar só de helicóptero, mas sim oferecer essa comodidade quando for conveniente.”

Na visão de Welsh, o uso de Inteligência Artificial (IA) é um dos diferenciais da companhia, já que com ela foi possível mapear onde estão localizados os super ricos, para onde eles se locomovem e quanto tempo levam, em média, para fazer esses percursos.

A Revo oferece assentos individuais em helicópteros. O serviço inclui um motorista, que leva o cliente do ponto de partida ao heliponto mais próximo, onde vai aguardar a decolagem da aeronave em um lounge exclusivo. Hoje, existem dois helipontos filiados à companhia, um localizado na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, e outro no complexo Cidade Jardim, da JHSF.

De início serão apenas dois trajetos fixos, um para o Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU) e outro para a Fazenda Boa Vista, condomínio de casas de campo também pertencente à JHSF. Os percursos custam, respectivamente, R$ 3,5 mil e R$ 5 mil por pessoa. A contratação de uma aeronave custa R$ 24 mil por hora. A companhia informou que em breve terá novos destinos fixos em seu portfólio.

A expectativa da empresa é transportar 3,7 mil passageiros até o fim de 2023. Em cinco anos, o CEO espera que esse número atinja a casa dos 90 mil. Para isso, estão disponíveis duas aeronaves da Airbus, uma para cinco pessoas e outra para oito. Todos os voos contam com dupla tripulação. Nos próximos cinco anos, o número de helicópteros deve chegar a 12.

Para dar o pontapé inicial em São Paulo, a companhia investiu US$ 5 milhões (R$ 24 milhões), sem contar o preço das aeronaves, que gira em torno de US$ 17 milhões cada. De acordo com Welsh, cerca de 67% recursos foram investidos em tecnologia e restante foi usado para as conexões terrestres e as instalações para os passageiros esperarem a hora de decolar.

A companhia espera encerrar 2023 com uma receita de US$ 2 milhões, levando em consideração apenas cinco meses de operação. Em cinco anos, a estimativa de faturamento gira em torno de US$ 80 milhões.

Parceria com a Embraer

Além dos helicópteros fabricados pela Airbus, a Revo já tem acordos assinados com a Eve Air Mobility (Embraer) para aquisição de veículos eVTOLS quando os carros voadores estiverem disponíveis no mercado.

“Nós não sabemos exatamente quando os veículos vão chegar ao mercado, mas a ideia é estar 100% preparado no quesito mobilidade aérea para que essa chegada seja feita com segurança”, afirma o CEO da Revo.

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