A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, está investindo em um novo segmento: de robôs humanoides. Em fevereiro, a companhia conduziu uma rodada de investimentos de R$ 116 milhões na norueguesa 1X, anteriormente nomeada de Halodi Robotics. O objetivo é integrar o ChatGPT a uma estrutura humanoide com o objetivo de testar a conexão.

De acordo com comunicado da 1X, os recursos serão destinados à criação de uma nova geração de robôs, inicialmente batizado de NEO. O objetivo é integrar a inteligência artificial a um corpo que se assemelha ao humano. A expectativa é que o protótipo do projeto já seja apresentado em setembro. Outro robô que pode receber investimentos é o EVE, que está em testes nos EUA. “Neste novo contexto, vamos avançar de forma relevante na robótica”, destacou Bernt Øyvind Børnich, CEO da 1X.

Ética, regulação e ChatGPT

A notícia do robô humanoide repercute em um momento importante para as discussões éticas e regulatórias sobre uso de inteligência artificial. Hoje (13) o órgão que une as autoridades nacionais de privacidade da Europa disse que criou uma força-tarefa para tratar do ChatGPT, em um primeiro passo um potencialmente importante rumo a uma política comum sobre a definição de regras de privacidade para a inteligência artificial.

A medida do Conselho Europeu de Proteção de Dados (EDPB, na sigla em inglês) vem na esteira de uma medida unilateral da Itália no mês passado para restringir o ChatGPT –postura que o comissário para a proteção de dados da Alemanha disse que também poderia ser adotada na maior economia da Europa.

Após ter sido banido da Itália por infringir as leis de privacidade e dados da União Europeia, o ChatGPT pode voltar a funcionar naquele pais. A OpenAI, empresa responsável pela ferramenta conversacional, se comprometeu em apresentar ao governo italiano uma proposta com medidas de transparência e boas práticas.

A carta de cientistas, empresários e pensadores

O avanço acelerado do ChatGPT nos últimos meses e a corrida da indústria da tecnologia para quem sai na frente no uso das ferramentas de inteligência artificial protagonizaram um momento histórico no início de abril. Uma carta aberta, assinada por mais de 3000 cientistas, empresários de tecnologia e representantes do meio acadêmico pede que os experimentos com IA sejam pausados.

O documento com o título “pause experimentos de IA: carta aberta” leva as assinaturas de bilionários do Vale do Silício como Elon Musk, Steve Wozniak, instituições de Oxford, Cambridge, Stanford, Columbia, além de empresas como Google, Microsoft, Amazon e até o historiador Yuval Noah Harari.

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