A Amazônia, lar de uma floresta tropical intocada e uma rica biodiversidade, enfrenta sérios danos causados pela mineração e extração ilegal de madeira. Para combater essa destruição, um projeto piloto no Peru adotou uma abordagem inovadora: o uso de robôs movidos a energia solar para o plantio de sementes.

A Junglekeepers, uma organização sem fins lucrativos, reconhece a importância de incorporar tecnologia avançada na luta pela preservação da floresta tropical. Juan Julio Duran Torres, vice-presidente da Junglekeepers e ex-minerador ilegal e madeireiro, enfatiza que a introdução de robôs na região é uma forma de nivelar o campo de jogo contra os destruidores da floresta.

A ABB Robotics, com sede em Zurique, fornecceu uma versão especializada do seu robô YuMi para auxiliar os conservacionistas. Alimentado por painéis solares e conectado por Wi-Fi via satélite solar, esse robô de braço duplo foi transportado pelos guardiões da selva até a região sudeste do Peru, conhecida como “Madre de Dios” ou “Mãe de Deus” em português.

Uma vez instalado, o robô trabalha incansavelmente, utilizando sua precisão e agilidade para plantar sementes. Cuidadosamente, ele move o solo com uma pequena espátula antes de depositar e cobrir cada semente. Essa tarefa, que antes exigia a atuação de guardas florestais, agora é realizada pelo robô, permitindo que os conservacionistas se dediquem a outras atividades relacionadas ao reflorestamento.

O impacto desse robô é notável. Segundo Mohsin Kazmi, CEO da Junglekeepers International, o robô YuMi pode plantar cerca de 600 plantas em uma única manhã, o equivalente a duas áreas do tamanho de um campo de futebol. Essa eficiência em larga escala é crucial para combater o desmatamento na Amazônia peruana.

A Junglekeepers emprega guardas florestais indígenas peruanos para patrulhar, proteger e agora replantar a Amazônia. Mudas de árvores são transportadas por rio e terra para serem plantadas pela equipe. Além disso, os conservacionistas estão explorando a possibilidade de estabelecer instalações de plantio de robôs em comunidades amazônicas, o que permitiria o plantio diário de milhares de sementes.

A devastação na Amazônia peruana é impulsionada principalmente pela mineração ilegal de ouro, extração de madeira e pelo desmatamento para o cultivo de coca, matéria-prima da cocaína. Dennis del Castillo Torres, Diretor de Programas do Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), destaca a importância da tecnologia, ciência e conhecimento local para salvar a Amazônia, que está em perigo.

Preservar a floresta amazônica, lar de milhões de indígenas, é fundamental na luta contra as mudanças climáticas, devido à

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