A forma como os brasileiros consomem informação mudou. Embora a TV continue liderando como o canal usado de forma mais frequente, com 73% dos entrevistados atribuindo notas de 7 a 10 para esse meio de comunicação em termos de recorrência, o crescimento do WhatsApp – que tem no Brasil uma de suas maiores audiências globais – fez o aplicativo de mensagens praticamente empatar com a televisão, com 72% dos apontamentos. 

Nesse quesito, o app ficou acima do Instagram (68%), hoje a rede social usada de forma mais frequente no país, e de canais tradicionais como jornais online (61%), rádio (44%) e jornais impressos (15%).

Os dados são de uma nova pesquisa realizada pela agência de comunicação MARCO, que aponta mudanças nos hábitos de consumo provocadas pela digitalização – acelerada devido ao distanciamento social e à adoção efetiva do estudo e do trabalho híbridos.
 
Fora do Sudeste e considerando as médias das outras regiões brasileiras, o WhatsApp concentra 75% das notas máximas em frequência de uso, enquanto o Instagram ostenta 69%. Nesse recorte geográfico ambos já ultrapassaram a TV (com 67%), mas esse canal segue liderando com relativa folga na região Sudeste – onde registra 78% contra 69% do WhatsApp. 

Em todo o país, Instagram (68%), Facebook (59%) e outras redes sociais (51%) também mostraram força entre os canais consumidos de forma mais frequente pelos brasileiros.
 
Novas mídias
 
Destaque também para os podcasts, outro formato em ascensão, que já concentra 42% das maiores notas em frequência de uso no Brasil. Independentemente da recorrência e da comparação com outras mídias, 70,26% dos entrevistados normalmente ouvem podcasts.
 
Os brasileiros também estão bem atentos ao surgimento de novas formas de comunicação e interatividade. A pesquisa aponta que 68,30% dizem saber o que é o metaverso, sendo que mais da metade desse grupo aponta os jogos online como algo que já fizeram nesse meio.
 
A pandemia também ajudou a solidificar exigências do público relacionadas à responsabilidade social das empresas e à forma como elas se posicionam perante a sociedade. Segundo o estudo da MARCO, 90% dos brasileiros atribuem notas de 7 a 10 sobre o quão importante é que marcas e empresas promovam a diversidade, enquanto 93% fazem a mesma avaliação sobre o respeito ao meio ambiente.

Quase 90% dos brasileiros (88,24%) concordam que a pandemia de Covid os transformou como pessoas. Essa percepção, contudo, muda conforme a faixa de renda. Dentre os que ganham mais de R$ 100 mil por ano, há unanimidade: 100% desse grupo considera que a Covid as transformou como pessoas. 

O percentual cai para 89% entre os que têm ganhos anuais de R$ 20 mil a R$ 100 mil, enquanto 82% dos que possuem renda abaixo de R$ 20 mil por ano concordam com a afirmação – refletindo o maior impacto da pandemia nas classes D e E.

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